IPAUSSU — Secretaria responsável pela manutenção do lago admite que não tem estimativa sobre quantos peixes já morreram, mas investiga o caso
Outros moradores também estão preocupados com a morte dos peixes. José Carlos e a mulher Valéria, por exemplo, cancelaram uma atividade de lazer. “Estávamos indo pescar no lago. Mas depois que vimos como ele está, desistimos”, disse José.
De acordo com o secretário da Agricultura e Meio Ambiente de Ipaussu, Paulo Sérgio Figueiredo, o córrego na “Vila do Sapo” foi vistoriado na terça-feira, 12, e nada de irregular foi encontrado. Para ele, a morte dos peixes deve estar ocorrendo devido a fatores como estiagem e pouca oxigenação. “O lago é muito raso e a radiação solar chega até o fundo”, explicou.
No entanto, o secretário defende uma investigação mais profunda. Ele anunciou que vai encaminhar uma solicitação à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) pedindo uma análise da água do lago.
Paulo Figueiredo lembra que este tipo de análise já foi feita pela própria Cetesb em outra ocasião, quando também ocorreu morte de peixes. O laudo detectou a contaminação de alguns setores com coliformes fecais. Entretanto, após fiscalização do manancial e da constatação da ausência de esgoto jogado no lago, a secretaria concluiu que a contaminação estaria sendo provocada pelas fezes das garças que vivem no local.
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